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13/
01/
2010
Organização da Copa se rebela contra críticos
Atentado na Copa Africana motiva declarações contra o Mundial da África do Sul
A África do Sul está convencida de que fez perfeitamente os deveres e que está em condições de oferecer uma boa Copa do Mundo, mas o Comitê Organizador teve de responder aos pessimistas, que encontraram no atentado antes da Copa Africana de Nações nova munição.
- Quando um problema de segurança ocorre na Finlândia ou em Londres, ou quando uma bomba explode em Atenas durante os Jogos Olímpicos, não pedimos a outro país europeu que explique o que aconteceu - disse Danny Jordaan, diretor-executivo do Comitê Organizador, em entrevista coletiva.
Jordaan pediu à imprensa estrangeira menos "catastrofismo" e um tratamento equitativo, semelhante ao recebido por sedes anteriores, e lembrou que vincular o ataque sofrido pela seleção do Togo à Copa do Mundo da África do Sul não tem sentido.
- Angola fica a três horas e meia de avião de Johanesburgo - disse Jordaan, que lembrou que a ex-colônia portuguesa é "um país independente, com seu próprio Exército, sua própria Polícia, suas próprias infraestruturas e seu próprio plano de segurança".
Jordaan negou ter chamado de "estúpido", mas sim de "desinformado", Phil Brown, técnico do Hull City, que disse depois do ataque a Togo que o Mundial não deveria acontecer na África do Sul.
- 0Quando o Hull perde para o Tottenham, não se pergunta ao Manchester United por que perdeu a partida - acrescentou Jordaan, que elogiou as declarações do técnico do Arsenal, Arsene Wegner, que se pronunciou a favor de que continuasse a Copa Africana de Nações.
- Em nosso planejamento, está contemplada qualquer tipo de eventualidade, inclusive os ataques terroristas - disse um general do Exército da África do Sul.
Jogadores, oficiais das diferentes delegações e membros da Fifa estarão protegidos durante as 24 horas por pelo menos 2,5 mil profissionais que cobrirão hotéis, aeroportos e campos de futebol, entre outros.
A África do Sul investiu quase US$ 90 milhões só em pessoal de segurança, que começou a treinar em 2004 e é formado por um corpo de 200 mil policiais.
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