|
01/
07/
2010
Brasil terá de passar pelo 'Cortador de grama'
Volante holandês Nigel de Jong tem apelido intimidador
A Holanda famosa por jogadores habilidosos, seu estilo ofensivo e corajoso, tem em 2010 um guardião à altura dos mais truculentos times de futebol do mundo. Não que o volante Nigel de Jong seja violento, mas o apelido Lawn Mower (cortador de grama) herdado na época em que atuou no Hamburgo (ALE) indica o obstáculo pelo qual terão de passar os brasileiros nesta sexta-feira.
O camisa 8 holandês tem sido um belo exemplo de valorização no futebol. Em 2006, o clube alemão o tirou do Ajax (HOL) por 1,5 milhão de euros (R$ 3,3 milhões). No ano passado, o Manchester City pagou R$ 33 milhões para assinar com o volante, valorização de R$ 11 milhões por temporada na transição da Alemanha para a Inglaterra. Conta fácil para quem estudou Economia. É o caso do jogador. De Jong nasceu em Amsterdã, capital da Holanda, e foi criado na região oeste, formada em sua maioria por imigrantes negros de origem no Suriname, país da América do Sul.
Como o pai Jerry era jogador e a mãe Marja teve frequentes problemas renais, sendo paciente habitual dos hospitais locais, Nigel se tornou o comandante da casa, o “líder” de seus quatro irmãos. E nunca se esqueceu da lição materna:
– Ela sempre disse que havia duas coisas muito importantes na vida: família e educação.
Por isso, mesmo fazendo parte das categorias de base do Ajax, consideradas as mais fortes do país, sobretudo pelo projeto de formar os jogadores de descendência latina, De Jong se formou em Economia.
Outro método encontrado pelo Cortador de Grama para garantir o futuro (seu e da família) foram os carros clássicos. O jogador tem lojas na Alemanha e em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Titular nos quatro jogos da Copa do Mundo e pendurado desde a estreia, De Jong quer provar contra o Brasil que só economiza em casa. Não vai poupar nada. Nem a grama do Estádio Nelson Mandela Bay.
|