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02/
07/
2010
Caso Elano: Médicos dizem que 'experiência demais' traiu Runco
Para especialistas, médico da Seleção demorou para rever sua tese
O médico José Luiz Runco pode ter sido traído por sua grande experiência no caso de Elano. Os dois médicos ouvidos pelo LANCENET! com a condição de não ter seus nomes revelados, negaram ver qualquer erro no diagnóstico de Runco, concordaram com o procedimento que adotou no início, mas admitiram que ele demorou para rever sua tese.
O intervalo de nove dias entre a tese inicial de que se tratava de uma lesão leve e a seguinte, de que é uma lesão que praticamente afasta o jogador da Copa, é complicado em se tratando de uma competição que dura 31 dias.
Ambos os médicos disseram que o procedimento é ouvir o relato do paciente antes de pedir qualquer exame. E não é rotineiro pedir exames sem motivo. Mas, como Runco relatou, Elano sentiu dor no local da lesão desde o primeiro dia.
Otimismo infundado Um dos médicos, de um grande hospital paulista, disse que o tipo de lesão é rara e que pode levar até três dias para aparecer no exame – mas não conseguiu explicar como o colega levou nove dias para pedir um exame de ressonância.
O outro médico, de um grande clube brasileiro, afirmou que o simples aparecimento do edema no exame não é conclusivo, e que a participação de Elano nos treinos não necessariamente agravou sua contusão.
Mas afirmou que com o exame na mão, Runco certamente não ficaria repetindo que Elano poderia voltar no jogo seguinte.
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