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05/
07/
2010
Parreira afirma que novo técnico sofrerá mais pressão
Comandante da África do Sul na Copa diz que não pretende dirigir mais o Brasil nem seleção alguma
Carlos Alberto Parreira, que comandou o África do Sul na Copa de 2010, descartou ser concorrente ao cargo de técnico da Seleção Brasileira, vago desde a demissão de Dunga, anuncia pelo site da CBF no domingo. E mais: o comandante do tetra em 1994 e do Mundial de 2006 declarou que não pretende mais comandar qualquer seleção.
- Não posso nem palpitar sobre o novo técnico. É uma escolha pessoal do presidente da CBF (Ricardo Teixeira), que tem que contratar alguém de sua mais alta confiança. A Copa de 2014 será no Brasil, e a equipe da casa está vindo de duas eliminações nas quartas de final, depois de participar de três finais seguidas (94, 98 e 2002). A obrigação de ganhar será maior, a pressão sobre o técnico será maior - afirmou Parreira, em evento patrocinado pela Adidas nesta segunda-feira, em Johannesburgo (AFS), que também contou com a presença do alemão Franz Beckenbauer, campeão como jogador em 74 e como técnico em 90.
Enquanto Felipão é sonho, Mano vira realidade
A intenção de Parreira é tirar um período de férias, provavelmente até o fim do ano, e depois voltar a comandar uma equipe do futebol brasileiro. Seu último trabalho foi no Fluminense, em 2009, antes de reassumir a seleção sul-africana. Sobre o desempenho do time da casa no Mundial - não se classificou no Grupo A, que ainda tinha Uruguai, França e México -, o treinador não se mostrou insatisfeito, pelo contrário:
- Estou muito contente com o trabalho realizado. Apenas sete seleções já foram campeãs mundiais, e duas delas estavam no nosso grupo (Uruguai e França). Não éramos favoritos, e qualquer grande seleção teria dificuldade para se classificar naquele grupo. O importante é que foi deixada uma base para o trabalho no futuro, que é promissor.
Enquete: Quem deve ser o novo técnico da Seleção?
Se não quis opiniar sobre o futuro técnico do Brasil, Parreira foi direto ao falar sobre quem deve ser seu substituto na equipe sul-africana: Pitso Mosimane, seu auxiliar e também de Joel Santana durante os quatro anos de preparação para a competição.
- Ele é a pessoa certa no momento certo. Já era o técnico antes de eu assumir a equipe, em 2006, e agora está mais preparado em todos os sentidos, tanto dentro quanto fora de campo. Tem tudo para dar certo - completou.
Enquanto falava sobre seu futuro como treinador, Parreira foi interrompido por Beckenbauer, que, de brincadeira, disse que o brasileiro seria uma boa opção para o time alemão, que está nas semifinais, mas ainda não definiu o futuro do técnico Joachim Löw. Parreira sorriu e, gentilmente, agradeceu o "convite".
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